terça-feira, julho 05, 2005

Vem chegando o verao, um calor no coraçao


Na piscina com Monica
Originally uploaded by Fernanda Freitas.
Finalmente chegou o verao. É melhor aproveita-lo cada segundo porque aqui, se a gente marca touca, já entrou o outono, o vento norte e nem deu pra usar aquele vestidinho indiano que tanto nos favorece!

Desde o dia primeiro deste mês as piscinas municipais estao abertas. Aqui em Frómista isso quer dizer: a dos pequenos e a “fundona”, como costumávamos dizer quando crianças.

Pois é… o calor de 37 na sombra, 45 ao sol… essa coisa de ficar dentro de casa porque senao nao aguenta… Já passou. Entrou o vento Norte e trouxe esse escalofrio típico de necessidade de colocar casaquinho. É bom pra dormir, isso tenho que concordar – com direito a edredon de plumas e tudo.

Voltou de novo. O vento se retirou, o ar está parado, asfixiante... se aguenta firme (é possivel estar fora) até as 11 da manha, e depois das 19. Dentro das casas de adobe se está muito bem. Essas casas feitas de barro sao isolantes naturais: permanecem fresquinhas no verao e mantém bem o calor no inverno.

É louco viver aqui. No inverno nos entocamos em casa porque faz um frio tremendo – pode chegar, tranquilamete, a 8 baixo zero (em invernos duros, como o passado, a -12). Em dias de vento Norte nao se sai à rua por medo de ser congelado (aqui podemos incluir outono e primavera também). Sendo que o vento norte vem bem a menudo, se transformam em incontáveis as horas-casa. E quando chega o verao... CORRE PRA CASA MENINA, senao assa! E assa mesmo. Começam as molestias do verao: pressao baixa, suores continuos, dor de cabeça, sede de deserto... NADA refresca.

A brasileira tem umas receitas interessantes: suco de melancia geladinho, suco de abacaxi geladinho, salada de frutas geladinha, fulano gelado, sicrano gelado... PROBLEMA: 1) minha geladeira, da idade da pedra tem um congelador miniatura (nao cabe sequer uma garrafa de 1 litro de nada) e a geladeira nao gela bem; 2) as frutas daqui nao chegam aos pés das daí, referente a tudo: sabor, cor, cheiro. 3) aqui nao tem coco verde... Moral da história: Ai que saudade do meu Brasil!!!

Nao se apiedem da Nandinha... já movi meus pauzinhos (poderiamos dizer pai-zinhos) e com o presente de casamento que meu pai nos deu - que até agora esperava oportunidade de ser bem-gasto – compramos uma LINDA geladeira com um congelador ENORME (tipo freezer; negócio da china). Vai chegar dentro de um mes, data que pensamos estar de mudança...

Voltamos ao verao. Ele dura... vamos ver... uma semana, duas, ou tres. Muito mais nao. Em agosto lá pelas 17:00 entra de novo o vento Norte e esfria a la Campos de Jordao. Esfria mesmo, de verdade. É entao quando começamos a rever os abrigos, casacos, cachecóis, gorros, luvas... De verdade nao entendo essa gente que no inverno guarda as roupas de verao em caixas e no verao guarda as de inverno. Pra que? Se as roupas de inverno têm sempre que estar à mao! Mas o tema era VERAO.

Este ano, assim como foi o inverno (nao mudemos de tema novamente!), o verao vai ter muita personalidade. Isso porque as temperaturas serao muito elevadas e o ano é de seca. Tamanha é a falta de água que esse tema merecerá capítulo à parte.

Nao ficarei aqui queixando-me do frio e do calor, como fazem os daqui. Aproveito as horas intermináveis de sol (está claro até as 22:30), o calor, pra usar meus vestidos, sandálias, brincar na água, estar na rua. As meninas agradecem também – é claro que sempre com chapéu, protetor solar 50, sempre bebendo água e frutas... é época de sorvete, melancia e piscina.

Hoje a Ayla começa um cursinho de nataçao. Está entusiasmadíssima. No curso estao ela e Monica, a menina da foto. Mais ninguém. Para mim é uma grande emoçao acompanharla à aula. Me emociono ao ve-la dando esses passos. Nao saberia por em palavras. É ver meu bichinho tornando-se autonomo, conhecendo novos mundos... ficando cada vez mais independente. Me alegra poder ser parte deste processo. Me alegra ajudar e ve-la voar (neste caso nadar!).

Na piscina Ayla e Yara disfrutam molhar-se, entrar e sair. É inevitável a brincadeirinha boboca de empurrar – já sairam algumas broncas dai. As pessoas se sorpreedem pelo fato de serem tao arrojadas e independentes. Eu, por outro lado, me sorpreendo quando vejo uma criança na perna da mae, dependente de cada movimento dela.

E assim molhando, secando e protegendo-nos vivemos o calor. Disfrutando. É verao. É tempo da criança sair, brincar e ganhar o mundo. Lá vamos nós!

Um comentário:

Paulo disse...

que saudades!!!!!!